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As pessoas só confiarão na Justiça Privada (leia-se autotutela ou autodefesa, autocomposição, mediação e arbitragem) se tiverem oportunidade de conhecimento sobre seu funcionamento e suas ferramentas

Recentemente foi publicada uma entrevista da juíza Vanessa Mateus, que acabou e ser reeleita para a presidência da Associação Paulista dos Magistrados, onde ela deixa claro que a confiança da população no Judiciário é alta, porém ainda abaixo do ideal e isso se deve, especialmente, à falta de informações sobre o sistema de Justiça.

Na esfera extrajudicial não é diferente: Temos uma legislação consideravelmente nova, se levarmos em conta a Lei de Arbitragem (1996) e a Lei de Mediação (2015). E, mais do que isso, temos uma cultura que há séculos prega o litígio como forma de resolver conflitos.

Seja para resolver um divórcio, um problema de consumidor ou uma questão trabalhista, o que vem em mente, na maioria das vezes, é um processo em tom de briga.

Aqui em nosso instituto estamos há incansáveis e ininterruptos 18 anos num trabalho de disseminação, esclarecimento, difusão e propagação da cultura do diálogo, a fim de levar à sociedade novas formas de se operar o Direito. Formas ágeis e eficazes, sem a complicação e a burocracia judiciais, visando uma vida prática a todos os que se socorrem das ferramentas da chamada Justiça Privada.

É um trabalho difícil, sob o ponto de vista prático, pois é necessário quebrar toda uma história de pensamentos litigantes, que levam à população a confiar somente na chancela estatal. Mas ao mesmo tempo é um trabalho extremamente gratificante, ao se ver que o resultado dos processos extrajudiciais é sempre surpreendente – e satisfatório – para as partes envolvidas. Posso afirmar, inclusive, que há muitos resultados emocionantes!

Neste ano chegamos à marca de mais de trinta mil processos realizados, todos sem o envolvimento do Poder Judiciário e exclusivamente tratados em nossas mesas de negociação. Sem dúvida, um número a ser comemorado, mas ainda muito distante do nosso ideal.

A forma que temos difundido nossa cultura é ainda muito discreta, porém, a cada dia que passa procuramos dar mais visibilidade ao que podemos proporcionar à sociedade e aqui falamos, também, sobre novas oportunidades de trabalho aos operadores do Direito. Quem se vê desgastado por ter que lidar com um Judiciário tão complicado de demorado?

O mundo se transforma a cada instante e é necessário estarmos prontos, de olhos bem abertos, para enxergar além do que já temos, em todos os sentidos.

A inovação acontece aqui e agora, nas conexões que surgem a cada dia e que nos levam ao rompimento de barreiras, práticas e teóricas.

Neste momento de retomada, depois da pior fase da pandemia de Covid-19, nossa prioridade é fazer chegar a todos que existe uma nova forma de se resolver conflitos, de se advogar, de se operar o Direito e de se viver.

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